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13.8.14

Allex Kangala


Conhecido pelos seus ternos de cortes preciosos, Allex Kangala é um dos nomes mais ilustres do mundo da moda masculina em Angola. Conhecido também internacionalmente, Allex já apresentou o seu trabalho em eventos como o África New York Fashion Week e o Hong Kong Fashion Week. Em entrevista, o estilista contou detalhes sobre o seu trabalho e sobre a recente demolição da sua loja no Kinaxixi.

Texto Jurema Ramos
www.aspiracaodosublime.blogspot.com

25.7.14

Blog Fashion Sambapita por Wilma Moisés


Da adoração dos sambapitos na tenra idade ao contacto com a internet, nasce o blog Fashion Sambapita da angolana Wilma Nicole Rossana Moisés. Actualmente a finalizar o curso de Comunicação Aplicada ao Marketing, Publicidade e Relações Públicas e a estagiar nos departamentos de comunicação da Jaguar & Land Rover, Wilma é uma referência no mercado da moda e dos bogs em Angola, ela não só é daquelas as quais o estilo, a cultura e a elegância transcendem quaisquer tendências. Afinal, a moda está no seu DNA.

Texto:  Jurema Ramos
www.aspiracaodosublime.blogspot.com

Carrega por Acelga Esteves


Acelga Esteves é uma angolana proprietária do blog Carrega by Ac. Além de blogueira, Acelga é formada em Direito e pós graduada em Petróleo e Gás e oferece serviços de Consultoria de Imagem e Estilo, orientando as pessoas de forma directa e personalizada a desenvolverem a sua imagem, sem abrirem mão do seu estilo pessoal. Uma eterna apaixonada pela moda, ela partilha diariamente no seu blog os seus maravilhosos looks do dia, bem como todo o conhecimento que tem sobre esse mundinho cor-de-rosa.

Texto:  Jurema Ramos
www.aspiracaodosublime.blogspot.com

10.6.14

Fineza Paillisser

Um dos novos rostos do mercado da maquilhagem em Angola, Fineza é uma jovem batalhadora, firme nos seus objectivos e preparada para enfrentar todos os desafios que irão surgir ao longo da sua carreira como maquilhadora.


Porquê que escolheu trabalhar no mercado da maquilhagem?

Por paixão a está arte, desde muito pequena que comecei a gostar de pinturas.

Fale-nos do início da sua carreira?
Eu sou formada em Marketing mas a arte de maquilhar sempre fez parte de mim. No início foi difícil pois achava que os meus pais nunca iriam apoiar. Certa vez, isto quando fui morar sozinha aos 18 anos, na época vivíamos todos na Europa, tive a oportunidade de maquilhar algumas amigas russas. Elas gostaram tanto do trabalho que me ofereceram como prenda de aniversário um curso de maquilhagem. Desde então, sempre que viajo, ainda que de férias, aproveito alguns dias para aprender outras técnicas. É como se fosse um vício!

O porquê do nome Metamorphose?

Metamorphose por significar transformação e a transformação deve ser completa da cabeça aos pés. Nos meus tempos de férias de verão, eu  trabalhava ou para lojas de vestuário ou em salões de beleza e estética. Então algo chamava-me muito a atenção pelo facto das pessoas procurarem diferentes profissionais uns distantes dos outros para alcançar o objectivo de ficarem bonitas. Então, dentro de mim dizia-me que quando começasse o meu negócio a transformação terá de ser total e teria que arranjar um nome que fosse de encontro com o que eu faço hoje. Daí que alguns amigos meus no Panamá começaram me a chamar-me por Metamorphose.

9.6.14

Mimi Santos, em detalhe!

A NYW Make Up é hoje uma das maiores empresas de maquilhagem em Angola. Pelas mãos de Mimi Santos e do seu grupo de trabalho passam os rostos das famosas angolanas, o que faz de Mimi a maquilhadora predilecta das famosas e uma das ‘’make up artists extraordinaires ‘’ de Angola.




Porquê que decidiu ser maquilhadora profissional? Foi sempre um desejo seu ou iniciou a sua carreira profissional em outra área?

Sempre gostei de maquiagem, mas nunca foi um sonho, comecei o meu percurso como profissional quando decidi fazer o curso de estética ( sou esteticista de profissão). Durante o curso sempre achei que era uma das piores alunas da turma, quando dei por mim estava a respirar maquiagem.

8.9.12

Entrevista: Mirian Abreu









Como vê o mercado da moda angolana? Quais as maiores dificuldades que encontra no ramo?


Apesar de termos grandes talentos em Angola, ainda temos um mercado de moda fraco. Temos boas iniciativas mas elas depois não são sustentadas com políticas mais abrangentes que podiam fortalecer e fazer crescer esse mercado. Infelizmente, talento, dedicação, seriedade, trabalho e esforço não são elementos suficientes para que isso aconteça. Acabam por ser peças individuais de uma máquina, e não a máquina completa. Precisamos de indústria têxtil para produzirmos e termos aqui os tecidos, materiais, e as colecções dos estilistas.

Como avalia as nomeações e entregas de troféus no mundo da moda em Angola?

Penso que a dedicação e o contributo em qualquer área deve ser incentivado e reconhecido, por isso os troféus que têm sido criados nos eventos de moda em Angola fazem todo sentido. Penso apenas que eles devem ser afinados, pois é preciso maior clareza, como os critérios de nomeação por exemplo ou darem a conhecer os membros do júri de cada ano para se perceber as capacidades dos mesmos para votarem. Julgo que também faltam algumas categorias importantes na moda em Angola, como a pouca imprensa que cobre a moda angolana, seria bom incentiva-la reconhecendo o seu apoio, e não nos podemos esquecer também dos media alternativos como os blogs. Este ano já houve alguns avanços com o reconhecimento do trabalho dos fotógrafos e maquilhadores, mas é preciso continuar a trabalhar para englobar todos os colaboradores.

Dois anos como estilista. O que foi para si em tão pouco tempo ganhar o prémio como Estilista do ano pela Hadja Models, no Moda Solidária 2012?

Uma surpresa muito boa. A Hadja Models é uma agência que faz parte da minha história. Apesar da minha pouca experiência, acreditaram no meu potencial, dando-me trabalhos de grande responsabilidade e com esse apoio a minha auto estima profissional foi crescendo ao mesmo tempo que perdia também o medo de arriscar. Aprendi imenso com eles, especialmente a habilidade de lidar com o imprevisto com muita calma e foco. Portanto, receber um prémio deles foi uma grande honra, na verdade, como se fosse um prémio a dobrar.

Como surgiu o convite para vestir algumas candidatas ao título Miss Angola Mundo 2013?

Recebi um telefonema de uma amiga a falar me do concurso, explicando-me que as candidatas seriam vestidas por estilistas Angolanos e que o Comité Miss Angola tinha pedido o meu contacto para que eu também fizesse parte desse grupo de estilistas. Mas o engraçado é que demoraram tanto tempo que acabei por esquecer o assunto achando que não tinha sido seleccionada. Recebi o telefonema quando já não estava a espera e, claro, aceitei imediatamente.


Como foi o processo criativo? Houve alguma barreira (limitações)?

Modéstia à parte a minha criatividade viaja com uma velocidade que tenho que ter o bom senso de controla-la para não perder o foco, portanto as limitações que encontrei foram as habituais: material adequado para as minhas criações, o que obrigou me a fazer algumas alterações nas criações!

Conte-nos, como foi ganhar mais um troféu, o da criação de melhor traje típico para o concurso Miss Angola Mundo 2013.



Outra surpresa! Foi o meu primeiro traje típico, então fui "aprendendo a fazer" literalmente. Estava serenamente a olhar para o palco a espera de ver outra colega no momento em que anunciaram o traje vencedor, mas apenas "incorporei" mesmo o meu nome com os gritos das "minhas mãos de fada", a minha querida costureira e modista.

O que mais podemos esperar de si este ano?

Não faltam planos, mas o grande objectivo é apresentar uma colecção " Mirian Abreu". Portanto muito trabalho e torcer para que sejam concretizados.

19.6.12

Conversa Furada Com Karina Barbosa




























«São 40 anos de vida… 20 anos de carreira na Moda, 8 como manequim profissional e 12 como agente de modelos e produtora... E o nascimento da minha marca "KB"!» De onde vem este ímpeto para os negócios? E também para o marketing? 


Eu gosto de criar, de fazer coisas novas que ainda ninguém tenha feito, pelo menos no mercado angolano que é onde eu trabalho. Como diz uma amiga minha “To think outside the box!” e tentar sempre fazer melhor e diferente. Ao longo destes 20 anos de moda aprendi muitas coisas que acho que posso partilhar com as pessoas que se interessam por moda e beleza, e criar a minha marca de make up serve para ajudar a que as pessoas tenham um acesso mais facilitado a produtos de qualidade com cores e texturas actuais, modernas. De marketing sempre gostei, aliás eu sou formada em Relações Públicas e Publicidade. Gosto muito de comunicação e procuro dar um impacto especial aos projetos onde esteja envolvida.

Qual é o segredo para se ter sucesso nos negócios?

Trabalhar muito e apostar no que realmente se gosta e apresentar projetos de qualidade.










 Fale um pouco sobre de que forma e porquê que decidiu apostar no sector dos cosméticos?


Porque em Angola é difícil conseguir comprar maquilhagem de qualidade, ou não haviam as marcas que eu gosto ou eram muito caras ou não tinham os produtos ou cores que eu queria, tinha sempre que comprar tudo quando viajava ou pedir a quem estivesse de viagem para me trazer isto e aquilo. E há muitas pessoas que não têm a possibilidade de viajar ou de pagar preços altos que as marcas mais conhecidas custam cá... E eu adoro maquilhagem! Então surgiu a ideia de criar algo de novo que estivesse à disposição de todas as pessoas localmente, que fosse acessível mas com a qualidade das marcas internacionais. Depois posso ter o feedback das pessoas, saber que produtos gostam mais, que cores, e desenvolver as linhas futuras com a ajuda e input directo das consumidoras, o que quer dizer que cada vez mais elas terão os produtos que realmente gostam.

Como surgiu a marca KB?

Estou a trabalhar na marca há cerca de 1 ano e meio, com a ajuda de um laboratório norte-americano especializado em cosméticos que tem já cerca de 25 anos de experiência e que trabalha com muitas outras marcas conceituadas. Depois de muitos contactos e experiências para desenvolver cores, texturas e fórmulas que correspondessem às nossas necessidades  tendo em conta os tons de pele e o clima, chegamos à linha final de produtos que apresentei na passada 3ªf dia 12 de Junho. A marca KB veio para tornar as mulheres angolanas e africanas ainda mais bonitas.

Karina Barbosa radiante no lançamento da sua marca de cosméticos KB

Onde são fabricados os produtos da linha de cosméticos KB? Fale-nos um pouco do processo de produção.


Todos os produtos de maquilhagem são produzidos nos estados unidos, as toalhitas desmaquilhantes são produzidas em Israel e os pincéis na China.

 KB é dermatologicamente testada?

Sim, todos os produtos são testados e são anti-alérgicos.

A marca KB estará dividida por linhas que serão renovadas a cada estação, de tempo em tempo ou possui um único lançamento?

Para já foi apresentada a coleção base da marca. Tenho previsto lançar uma nova linha com cores para o verão 2012/ 2013 lá mais para o final do ano, e há ainda alguns outros produtos que estou a trabalhar como os eyeliners líquidos e iluminadores. Vamos ver... Quero sentir também o feedback das clientes para saber do que mais gostam e explorar por aí.

Amostras da primeira linha da marca de cosméticos KB

Que tipo de produtos a KB oferece e o que deverá trazer a mais para o mercado dos cosméticos angolano?

A marca tem a linha completa, desde 3 tipos de bases, líquida, creme e stick, a pós compactos com base, pós efeito bronzeador, sombras mate e com brilho, individuais ou conjuntos de 4 tons, lápis de sobrancelhas, lápis de olhos, rímel de definição e rímel efeito volume, blush e 3 tipos de gloss: efeito cor translúcida, efeito cor profunda, efeito lábios volumosos. Tem também pincéis para aplicação de maquilhagem para pó, base, blush, sombras e lábios e toalhitas desmaquilhantes.


 A que público-alvo se destinam os seus produtos?

A mulheres que gostem de uma aparência bonita e cuidada, e a todas as pessoas que queiram oferecer um bom presente a alguém que se queira ver e sentir mais bonita.

 Num mercado onde não há concorrência de produtos de cosméticos nacionais, quais são as chances de se vencer e manter-se no topo? Na sua opinião, as angolanas estão abertas a este novo tipo de aposta?

Acredito que sim, a recepção foi muito boa e as mulheres angolanas são vaidosas e gostam de se produzir. Agora têm algo disponível que as vai ajudar muito nesse sentido.

 Onde podemos encontrar produtos da linha KB?

Para já estarão à venda na boutique Bizare no Miramar, no day spa Otchibury na Praia do  Bispo, no salão Paula na Banca e na loja Noivíssima no Belas Shopping.


24.5.12

Conversa Furada Com Vânia Beneditta



Vânia Belmira Francisco, conhecida por muitos como Vânia Beneditta (por se considerar uma pessoa muito abençoada ''beneditta''), aos 26 anos, é uma maquilhadora de mão-cheia, trabalha na área a três anos, vive sozinha, adora o seu trabalho e a vida tranquila que leva.





A beleza da excelente maquilhadora: Vânia Beneditta

Porquê que decidiu ser maquilhadora profissional? Sempre foi um desejo seu ou iniciou a sua carreira profissional noutra área?

Eu sou muito prática então sempre trabalhei com coisas que se eu fizer errado notam-se rapidamente. A maquilhagem e algumas coisas ligadas a beleza são assim e eu adoro isso pois me motiva muito a aprender e a me actualizar. Eu trabalho desde os meus 18 anos, já fiz muitas coisas que não têm nada a ver com maquilhagem, sempre fiz coisas distintas que de certa forma estão ligadas aos conhecimentos que adquiri e  influencia positivamente no que faço.

Vânia exibindo o parte do seu arsenal de maquilhagem

Como começou a maquilhar para editoriais de moda?

Comecei com pequenos trabalhos para o fotógrafo Coy  que me fez o convite para fazer parte da equipa e de lá para cá temos trabalhado sempre juntos.

Qual o trabalho de maquilhagem em editoriais que gostou mais de fazer até hoje?

Por incrível que pareça todos tiveram um gosto diferente foram especiais  amei o resultado, não só da maquilhagem mais das fotos em si que foi um trabalho conjunto de várias pessoas, desde o fotógrafo, a modelo, os assistentes... Todos foram especiais mesmo!


Editorial Paint me by Coy 
Maquilhagem: Vânia Beneditta
Roupas: Mia Mendes
Pintura corporal by Vânia Beneditta

Qual a parte mais complicada do seu trabalho? E a mais compensadora?

A mais complicada para mim é a hora que se começa a maquilhar, a ansiedade de ver se vai estar do jeito que tem que ser. A mais compensadora é superar as expectativas das pessoas.

Televisão e moda, qual das duas lhe dá mais prazer quando o assunto é maquilhar?

Moda, principalmente moda em fotografia.

Sei que já fez alguns trabalhos com o fotógrafo Coy. Como tem sido essa parceria? Com que outros profissionais tem trabalhado?

Com o Coy é tudo sem palavras. Ele é uma pessoa completa no trabalho, entende de tudo um pouco e sabe sempre o que quer. Superar as expectativas de alguém como ele não é fácil. Ele tem um saber muito vasto e sempre muito actualizado.
Com os outros profissionais é uma troca de saber eu aprendo com eles e eles comigo, a cada sessão ou editorial aprende-se algo novo, uma técnica, um movimento, um gesto... de tudo um pouco.


Sessão fotografia com Jeid Luvualo
Fotógrafo: Coy
Maquilhagem: Vânia Beneditta

Na realização dos editoriais, o cliente, realizador…já vêm com ideias pré definidas, impõe as suas ideias e gostos ou é um trabalho de equipa?

Com certeza em um trabalho de equipa o cliente tem sempre a ideia do que quer mas quando algo pode não funcionar, arranjamos um meio-termo para que o resultado seja o melhor.

1.

2.

3.

Maquilhando Nérika Palhares, apresentadora de tv

Quais são as dicas que dá a quem quer trabalhar no ramo da maquilhagem?

Ter certeza do que quer, pesquisar muito, se actualizar. É um mercado que cresce rápido,  volta e meia tem um produto novo de maquilhagem, ser profissional, estabelecer critérios e regras de trabalho e o resto se aprende com a prática.

Qual é a sua opinião com relação ao trabalho das demais profissionais de maquilhagem no país? O que falta para alcançarmos a excelência vivida no exterior?

Eu sou auto didacta então tudo que sei foi fruto da minha vontade de aprender mais e mais. Quanto ao trabalho de outras maquilhadoras, cada uma tem o seu toque e isso faz toda a diferença. O que falta em nós e em todas as pessoas que trabalham com coisas que se renovam a toda a hora é pesquisar e se actualizar.

Nos desfiles de moda no país, não se presta a devida atenção a maquilhagem das manequins. Sabe dizer-me o porquê que isso acontece?

Se presta a atenção porque isso é todo um conjunto. De que adianta ter um vestido bonito se não tiver uma maquilhagem bem feita ou um cabelo bem tratado? Nota-se porque as pessoas quando criticam uma peça de roupa não dizem o vestido é feio, criticam a modelo pois estava estranha ou por vezes ela está muito linda. É um conjunto.

Não existe moda como tal em Angola pois não há mercado (comercialização). Uma vez que os estilistas angolanos não ditam tendência, não seria já uma oportunidade para as maquilhadoras lançarem as suas para o mercado nacional?

Seria bom,  mas acredito que aos poucos vamos conseguindo o nosso lugar é só uma questão de tempo.

Como imagina o seu trabalho daqui a 5 anos? Onde gostaria de estar?

Tenho perspectivas, e muitas! Mas prefiro não adiantar nada.


O sorriso de uma sonhadora: Vânia Beneditta


Jogo Rápido

Quais os seus produtos e marcas favoritas?
Mary Kay e M.A.C.


As marcas de eleição


Quem é o ícone de beleza angolana na moda que te inspira?
Eu me inspiro na pele e não em um rosto em especial.

Item de beleza que comprou e mais se arrependeu na vida?
Um jogo de 16 pincéis que pela foto pareciam lindos e macios mas na verdade eram macios demais que não me dão jeito nenhum e estão guardados. (risos)

O item mais barato de seu necessaire profissional?
Lápis preto.



E o mais caro?
Ainda estou para comprar (um jogo de pincéis da marca''extravaganza'').

Alguns pincéis da marca de sonho

    25.4.12

    Conversa Furada Com André Sanjúlya


    O Conversa Furada Com... viaja desta vez para o universo das agências de modelos e vamos conhecer um pouquinho do trabalho desenvolvido pelo jovem e dinâmico André Sanjúlya. 


    André Sanjúlya, um jovem batalhador e acima de tudo sonhador


    Como surgiu a ideia de criar uma agência de modelos?

    A ideia de criar a agência foi da minha prima Lúcia Amões, ela viveu muitos anos na África do Sul e lá fez curso de moda com duração de 3 anos dos quais ela concluiu apenas 2 anos e também trabalhou com moda por lá, de regresso a Angola, ela sabendo da minha ligação ao mundo dos eventos (não de moda) convidou-me a fazer parte do projecto de criação da agência e como eu sou uma pessoa muito pró activa e que gosto de novos desafios decidi abraçar o projecto, hoje sou o Marketing Manager, agente e coordenador de eventos da agência.
      Porquê Fit In? A quanto tempo estão no mercado?

      Fit In em inglês podemos entender como: coloque em, ou encaixe em, no nosso caso a Fit In significa encaixe, porque é uma agencia onde tudo se encaixa, por isso temos diferentes tipos e padrões de modelos e também abraçamos outros projectos que não sejam essencialmente ligados a moda. Estamos no mercado apenas a 8 meses, mas foram 8 meses de muitos trabalhos, projectos e conquistas realizadas, mas ainda temos muito que caminhar e aprender.  


        Trabalha sozinho? Como está constituída a sua equipa?
          Não trabalho sozinho, a minha equipa não é assim tão grande até porque ainda não temos tanta carga de trabalho, nós somos quatro pessoas, a Lúcia Amões é a CEO da agência e responsável pela formação dos modelos, a Marlene Daniel é responsável pela formação dos modelos e assistente administrativa, a Josina Barros é também responsável pela formação dos modelos e assistente administrativa e eu sou o responsável da área de Marketing.
            Quantos modelos agenciam actualmente e como tem sido geri-los?
              Actualmente temos 62 modelos distribuídos em diversas áreas como: modelos de passarela, fotográfico e comercial. Não é tarefa fácil geri-los porque não é fácil trabalhar com pessoas, quando o teu material de trabalho é humano é complicado, porque são mentalidades e personalidades diferentes, mas agente da sempre um jeito de coloca-los na linha.

              Algumas das modelos da agência

              Não podiam faltar os homens! ehehehe...

                O mercado da moda para os modelos é muito competitivo e os trabalhos geralmente são poucos para uma grande massa. Como tem sido o encaminhamento dos seus modelos para o mercado de trabalho?
                  Difícil, não tem sido nada fácil, primeiro porque os trabalhos são poucos e segundo porque existem agências antigas e que detêm o monopólio e algumas novas que por influências, cunhas e nepotismo acabam também por monopolizar o mercado, mas temos tidos alguns trabalhos sim, temos sido procurados por empresas, produtoras de filmes, músicos e gravadoras, porque essas pessoas começam a perceber que o mercado esta saturado de ver sempre os mesmos rostos espalhados por aí e que é necessário alternar e dar oportunidade a outros rostos bonitos, exóticos, diferentes que estão ao nosso alcance, são mais baratos e com o mesmo talento dos veteranos.
                    São os clientes que vêm até si ou encaminha os seus modelos aos mais variados castings?
                      É vice-versa.
                        Quais são os modelos que mais alegrias têm dado a Fit In?
                          Ah! É complicado dizer porque são todos como um filho entende?! Quando você é mãe ou pai e tens muitos filhos, dizem que acabamos por ter sempre um preferido, mas que não podemos estar por aí a dizer que dentre os meus filhos o preferido é o António ou a Maria, guardamos isso para nós mesmo, senão os outros ficam enciumados e isso cria guerra e rivalidade.

                          Diana Mingas e Iracelma Antunes- duas grandes estrelas da Fit In

                            Grande parte das agências de modelos no país, inclinam-se também para a realização de eventos de moda. Tem sido fácil para si conciliar o seu trabalho como agente e promotor de eventos?
                              Não tem sido, até porque eu sempre trabalhei com organização e gestão de eventos, mas não eventos de moda, mas desde que entrei no mundo da moda tenho aprendido muito e troco muita experiencias com quem já esta no ramo a muitos anos, sempre que posso consulto o Hadjalmar e o ex modelo Angolano Luciano Lucas que foi modelo durante 10 anos na África do Sul e Itália, mas digo já que, organizar um evento de moda não é nada fácil e é mais difícil do que organizar os eventos de festas que eu fazia.
                                Sei que organizou um evento de moda muito recentemente. Fale-nos um pouquinho desse projecto.
                                  Pois! Eu sempre trabalhei com crianças porque sou membro fundador do Movimento Faz Cultura, é uma associação cultural com fins filantrópicos e nós organizávamos eventos com o intuito de ajudar um lar de crianças, daí a ideia do FIT IN FASHION 2012 que é um evento de moda com fim filantrópico, um evento no qual reunimos alguns estilistas e lojistas, apresentamos as colecções deles a um público alvo onde também reunimos muito requinte e glamour. O evento realizou-se no dia 8 de Abril as 19 horas na discoteca Life Bar Lounge e parte do dinheiro arrecadado foi revertido a uma instituição de caridade escolhida por nós.

                                  Altruísmo, foco da agência

                                  Flayer do desfile solidário organizado pela Fit In

                                  Actualmente, o círculo da moda em Angola, especificamente o dos agentes de modelos tem estado em disputas constantes. Como lida com a concorrência?
                                    A Concorrência quando é leal é boa porque gera desenvolvimento, as pessoas preocupam-se em desenvolverem certas habilidades e a investirem mais em sí para oferecerem serviços de qualidade, por isso se estiver a falar de concorrência nesse contexto a mim não me preocupa, o que eu tenho que fazer é a minha parte, trabalhar e oferecer um serviço com qualidade e exclusividade aos meus clientes.


                                      O mundo da moda é muito luxuoso. Como lida com a ideia que o que se veste diz muito sobre nós?
                                        É impossível negar que o que vestimos diz muito sobre nós, a roupa espelha muito quem somos, para onde vamos, de onde somos e o que fazemos. Eu particularmente lido com isso de maneira natural, sou muito descontraído, uso a primeira coisa que me aparecer, mas quando tenho que ir a um lugar que exigem um certo rigor na roupa, procuro estar nos padrões exigidos. Mas deixo cá uma dica somos o que gostamos, o que sonhamos, mas nem sempre conseguimos construir com coerência uma ideia final para tantas impressões, por isso em meio a tendências e modismos somos os grandes responsáveis pelo nosso visual e pela nossa elevada auto-estima, não deixa a sociedade te formatar.



                                        Que conselhos dá geralmente aos seus modelos?
                                          Que sejam humildes, pontuais, dedicados e inteligentes para atingirem sucesso na carreira.
                                            Como se imagina daqui a 5 anos?

                                            Ainda não tenho esse poder… (Risos).



                                              15.4.12

                                              Conversa Furada Com Coy


                                              O Conversa Furada Com... desta semana é com o fotografo Coy. Gosto tanto do site e das fotos dele que resolvi escrever propondo uma entrevista. Ele, sempre muito gentil, respondeu rapidamente aceitando o convite e compartilho com vocês:

                                              ''Alcunha desde os primórdios da escola... coyote... o diminutivo... coy... que, curiosamente, foi uma senhora velhinha que se virou para mim um dia e chamou-me de "coy"... fiquei fã dela... gostei desse diminutivo e ficou...''
                                              Coy Photographer 



                                              ·         Porquê e quando escolheu ser fotógrafo?

                                              Basicamente desde a infância. Tinha uma pequena máquina de rolo e entretia-me a fotografar. Mais tarde, na adolescência descobri a minha paixão principal: fotografar rostos, gentes, culturas. A fotografia tem imenso significado para mim porque é com ela que se consegue eternizar momentos e deixar registos da historia, de locais, de pessoas que nunca se irão apagar.


                                              A busca pela foto ideal

                                              ·   Que fotógrafos lhe servem de inspiração? De algum modo o trabalho destes fotógrafos têm influenciado no seu trabalho?

                                              Imensos fotógrafos. Destacaria três, por desenvolverem formas de fotografar diferentes:
                                              Ana Dias, fotografa portuguesa, que tem uma criatividade única. Ela desenvolve muito o estilo pin up (e não só) e isso motivou-me a estudar a moda, a fotografia e expressões dos anos 50-80.

                                              Emily Soto, fotografa da Moda. Admiro os editoriais de moda fotografados por ela, principalmente o estilo das cores, tornando as fotografias românticas e a forma como ela configura a máquina para fotografar. Para mim, uma fotografia de moda que passe romantismo é inspirador...

                                              Francesco Zizola, foto jornalista italiano, por viajar pelo mundo e fotografar momentos únicos, marcantes, de locais, gentes, rostos, revelando um olho invejável. Ao entender a fotografia que ele faz, comecei a olhar para o que me rodeia doutra forma.



                                               É a favor ou contra a manipulação digital de imagens? Porquê?

                                              Claramente a favor. A manipulação de imagens sempre existiu: na época do analógico era feita nos estúdios de revelação, por processos químicos. Hoje, na era digital, fazemos isso num computador com inúmeros programas. No entanto, sou a favor que a fotografia deve ser bem tirada no momento do ‘clic’. Não faz sentido tentar usar a manipulação digital para fazer dum mau registo, alguma coisa que se veja. Fotografia é brincar com a luz e não com o programas de edição.

                                              ·    Boa parte dos fotógrafos foca o seu trabalho em alguma área específica, como foto jornalismo, fotografia de moda, fotografia de paisagens e etc. Como define o seu trabalho actualmente?

                                              A minha atenção está direccionada para a fotografia de moda. Algo que pretendo mudar em breve e dedicar-me, gradualmente, mais ao que me fez começar a fotografar: gentes e locais. Quero retornar aos tempos iniciais.


                                              Não sei porquê mas eu gosto muito dessa fotografia (talvez pelo equilíbrio das cores. Não sei!) 


                                              ·      De que modo a sua bagagem cultural e o modo como enxerga o mundo o influenciam na hora de captar as imagens? 

                                              Um dia ouvi dizer que se pode enviar muitos fotógrafos para o mesmo lugar e ainda assim todos trarão fotografias diferentes. O ponto é esse: cada fotografo tem sua sensibilidade para fotografar. A fotografia é um acto de solidão, em que os olhos do fotografo são moldados pela sua forma de sentir, suas paixões e gostos. No fundo, é o que sentimos que conta no momento de captar a imagem.

                                              Palavras para quê?

                                              Serra- da- Leba (Huíla/ Angola)

                                              As nossas crianças...

                                              Como avalia a fotografia desenvolvida em Angola? Qual é a tua opinião com relação aos inúmeros editoriais de moda desenvolvidos no país?

                                              Há falta de conhecimento do que é feito em Angola. A população, não sabe o que é feito cá. Não sabe que fotógrafos existem aqui e que por décadas têm registado com qualidade a historia deste pais. Não sabem igualmente o que é feito actualmente. Ainda se olha para o fotografo amador ou um fotografo freelancer de ‘lado’ e com desconfiança. A fotografia tem que fazer parte da cultura dum país. A verdade é que há qualidade em Angola nesta área. Não se pode é usar a ignorância para dizer que os trabalhos têm que ser feitos no estrangeiro porque aqui não se encontra qualidade. Se tão somente pesquisassem, perceberiam que há. Mas, como tudo na vida, é um processo evolutivo.
                                              Quanto à minha opinião sobre os supostos inúmeros editoriais de moda, bem, acredito que ainda há um longo caminho a percorrer. No entanto, no meu ponto de vista, nos últimos dois anos houve uma evolução interessante. Mas, o caminho nesta área (editoriais de moda) ainda é longo.


                                              Editorial para a revista angolana Chocolate

                                              ·         De onde partiu a ideia da Feira da Fotografia? E qual tem sido o balanço ao fim de cada edição?

                                              Bem, o Mercado da Fotografia, é uma iniciativa do grupo AF Angola (Amigos da Fotografia Angola) que é composto por fotógrafos amadores e profissionais. O objectivo do grupo com esta iniciativa é mostrar alguns dos trabalhos que são feitos por cá e que são lindíssimos. De certa forma, por se expor fotografias num local publico tornamos a cidade mais interactiva, mais cultural e vamos sensibilizando as pessoas para a arte de fotografar, mostrando que o fotografo desenvolve uma arte importante. Até agora, o feedback da primeira e segunda edição do mercado da fotografia têm sido muito positivo, não apenas pelas visitas das pessoas ao mercado, mas também pela cobertura dos media e a compra de fotografias por parte dos visitantes.

                                              Um olhar sobre o Mercado da Fotografia

                                              O trabalho de Coy presente no segundo Mercado da Fotografia


                                              ·         Qual foi o ponto mais alto da sua carreira?


                                              A maravilha está nos detalhes de cada coisa

                                               Trabalha com moda desde o início da sua carreira? Como começou essa relação?

                                              Não. Comecei-me a dedicar à fotografia de moda faz cerca de quatro anos. Talvez por eu achar que é uma área onde posso criar. Além disso, o trabalho dentro de estúdio fascina-me por dar-me a oportunidade de explorar a luz artificial. Gosto da interacção que tem que haver entre a (o) modelo e o fotografo, o planeamento feito pela equipa para se fazer qualquer trabalho de moda.

                                              Sessão fotográfica com Jay Silva

                                              Sessão fotográfica para a revista Gala e Eventos

                                              ·         Para si, o que é uma boa fotografia de moda?

                                              Depende do que estamos a falar. Moda é um mundo vasto: temos publicidade, temos editoriais, temos muita coisa. Na verdade, a boa fotografia é aquela que, com qualidade reconhecida, atinge o fim a que nos propomos...

                                              O estilo Pin Up bem representado nesta fotografia

                                              ·         Existe alguma coisa que ainda não fez e queira fazer com fotografia de moda?

                                              Tenho dezenas de projectos que estão em andamento nesta área. No fundo, será sempre procurar evoluir um pouco mais e surpreender...

                                              ·   Fale um pouco sobre o seu projecto de editoriais usando determinadas épocas da moda e trabalhando com estilistas.

                                              Esta ideia surgiu porque, no meu ponto de vista, os estilistas Angolanos (salvo algumas excepções reconhecidas) não dão a conhecer o ser trabalho sem ser em desfiles. Há, cada vez mais a necessidade, de exporem aquilo que criam, como que tendo um portfólio. Ora, aqui surge a minha ideia de tentar recriar determinadas épocas. Primeiro, porque sou apaixonado pelas anos 50-80. Segundo, seria uma forma de lançar desafios aos estilistas a ponto de se superarem a si mesmos e fazer algumas peças para os editoriais. Ao mesmo tempo, quero, como terceiro ponto, dar a conhecer o que é feito em Angola no meu site pessoal e outros sites, uma vez que têm uma visibilidade interessante.

                                              Editorial com roupas do trio Geraldo Fashion

                                              Editorial com peças de Mia Mendes

                                              Ana Loyd em Le Secret

                                              ·         Além da moda, que tipo de projectos fotográficos desenvolve?

                                              Decidi, como escrevi anteriormente, voltar ao meu ponto de ‘origem’, ou seja, voltar a fotografar gentes, culturas, pessoas. Por isso, iniciarei em breve algumas viagens por Angola e pelo Mundo para recolher imagens para que, daqui a cerca de dez anos, possa fazer uma exposição significativa. Por outro lado, estou a desenvolver um projecto que junta poesia e imagens.

                                              Gente...

                                              Hábitos...

                                              Dia-a-dia

                                              Detalhe

                                              ·         Como as pessoas podem conhecer o seu trabalho? Onde o publica regularmente?

                                              Utilizo três sites:
                                                
                                              ·         Onde pretende estar/ ser daqui a 5 anos?

                                              Pretendo estar por Itália a aprender com os grandes mestres da fotografia.

                                              O olhar de quem bem sabe o que quer... Coy!